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A transformação digital no poder público

4 min. para leitura 21/05/2018

Aumentar a eficiência da administração pública, mudar as relações entre os cidadãos e seus governos e ampliar os mecanismos de transparência e cobrança aos governantes. Podemos dizer que este é o tripé principal dos benefícios da transformação digital no poder público.

Os conceitos e as aplicações a respeito da transformação digital no poder público são o tema deste artigo. Nosso texto tem como base um conteúdo assinado pela Gerente de Marketing da Unidade de Gestão Pública da Softplan, Vanessa Aguiar para o site Transformação Digital.

Estratégia clara impulsiona a transformação digital no poder público

Este é o primeiro passo para líderes que desejam implementar uma mudança profunda e que realmente traga benefícios para os órgãos de governo e para os cidadãos. Uma estratégia digital clara aliada a uma cultura e liderança prontas é que de fato impulsiona a transformação.

Isso porque a transformação digital no poder público não significa consertar sites de governo fora do ar. É muito mais profunda e deve sim agir por trás dos sites, entretanto, redesenhando o todo…o design do serviço digital para seguir a lógica de ofertar um bom atendimento ao cidadão. Cada domínio do governo deve então ser capaz de implantar e usar tecnologias digitais para aumentar os padrões de nível de serviço, melhorar as interações com os cidadãos e aumentar a eficiência. Mas o que acontece é quase o oposto, com estratégias de foco mais operacional mas que não transformam o modelo de governança em si.

E podemos citar exemplos de setores governamentais que caem na armadilha de focar apenas na aquisição de tecnologias, deixando de lado o investimento em capacidades que garantam seu impacto. Um destes exemplos é o que pode ser visto em muitas escolas brasileiras: gestores educacionais se esforçam para inserir computadores às aulas mas ainda assim não conseguem ver melhorias no desempenho de seus alunos. Tudo porque não basta apenas implementar a tecnologia se as organizações não mudam os métodos de ensino, que devem ser adequados e acompanhar às inovações tecnológicas.

Neste contexto, quem ‘sai na frente’ e usufrui mais rapidamente dos benefícios da transformação digital no poder público, são os órgãos que já contam com uma maior maturidade digital.  As organizações mais maduras digitalmente conseguem entender a importância de uma estratégia clara visando à transformação fundamental e por isso conseguem um alcance e um impacto maior em suas ações. É o caso da Índia, que segundo Rajendra Kumar, secretário-adjunto do Departamento de Eletrônica e Tecnologia da Informação da Índia, tem como meta transformar a governança de todo o país com intervenções digitais.

Como os EUA estão revolucionando a gestão pública

É claro que as organizações governamentais são diferentes, amplas e complexas. No entanto, isso não pode se transformar em um pretexto para os governos continuarem adiando a transformação digital no poder público.

Nos Estados Unidos (EUA), a transformação digital está focada em algumas estratégias. Veja:

  • Tecnologias de reengenharia;
  • Mão de obra aliada a IA;
  • Soberania de dados;
  • Revolução digital;
  • Realidade digital;
  • Blockchains;
  • APIs;
  • Tecnologia exponencial.

Saiba mais sobre os temas acessando o material completo!

Os planos do poder público brasileiro para inovar a gestão

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) realizou uma consulta pública para reunir sugestões de gestores e cidadãos a respeito das inovações em TI em algumas áreas. Os objetivos elencados e seus pontos de destaque são:

  • Ampliação de acesso e uso das TICS – com ampliação da cobertura móvel em todos os municípios, expansão da rede de transporte de dados nacional em fibra, das redes de alta velocidade que integram os centros de P&D, e expansão de iniciativas de banda larga nas escolas;
  • Dimensão internacional – com destaque ao estímulo à cooperação, ao acesso à tecnologia e a oportunidades de negócios, no âmbito dos acordos bilaterais e dos processos de integração multilateral, especialmente o comércio eletrônico para exportação;
  • Confiança no ambiente digital – com destaque para o desenvolvimento de mecanismos de cooperação entre instituições públicas e privadas para proteção e compartilhamento de dados, e criação de lei específica para proteção de dados pessoais;
  • Educação e capacitação – com formulação de nova política nacional de tecnologia educacional, articulando infraestrutura, competências, conteúdos e recursos educacionais digitais;
  • Pesquisa e desenvolvimento – dar foco na modernização da estrutura produtiva (microeletrônica, robótica, supercomputação, IA, Big Data, 5G etc.) e priorizar áreas que podem trazer ganhos de competitividade (segurança, saúde, educação, agropecuária, cidades inteligentes etc.);
  • Economia baseada em dados – incentivo a ferramentas, sistemas e novos processos baseados em dados, inclusive por meio de política de dados abertos, possibilitando ainda um ecossistema de dados robusto no Brasil, e adoção da política de dados em nuvem como estrutura tecnológica para serviços, com a liderança da administração pública;
  • Plataformas digitais – com destaque para a avaliação da implementação de mecanismos que assegurem transparência, segurança e portabilidade de dados, tendo em vista a tendência a efeitos de rede e de lock-in decorrentes da escala das plataformas digitais, e atuação junto aos organismos internacionais para promover regras multilaterais relativas à transparência e à remuneração em plataformas digitais;
  • Cidadania e governo – com destaque para a continuidade à Plataforma de Cidadania Digital e implementação integral do Portal de Serviços do Governo Federal, para impulsionar a transformação digital no governo e permitir que todos os serviços sejam acessíveis por um canal centralizado, e a implementação da Política de Dados Abertos do Governo Federal, consolidando cultura de transparência, controle social e inovação, e promovendo um ecossistema que estimule novos modelos de negócio para a prestação de serviços.

Como vimos, a transformação digital no poder público tem o apoio de diversas tecnologias para dar eficiência aos serviço e transparência às ações dos órgãos governamentais, além de fornecer aos cidadãos mecanismos mais eficazes de participação nas decisões.

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