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Tendências para gestores públicos

2 min. para leitura 10/02/2016

A mudança no comportamento da sociedade, com a inserção de novas mídias, o compartilhamento maior de informações e a busca do cidadão por um papel político mais atuante –  e pela transparência da administração pública – requer o replanejamento do perfil dos profissionais da esfera pública e da forma de se trabalhar dentro das instituições. Assim, chega-se à questão: quais as tendências para gestores públicos acompanharem esse novo contexto? Percebemos que, para os novos gestores públicos, a busca por desafios e a atualização do conhecimento devem andar juntas para facilitar a tomada de decisões.

Tendências para gestores: 4 pontos de atenção

1) Integração entre setores: integrar pressupõe manter um fluxo de comunicação e de análise que engloba as áreas afins. Difícil pensar na condução de um planejamento de gestão pública que foque somente em hierarquias superiores – que, geralmente, pouco participam da rotina. Ou, ainda, elaborar uma estratégia que não visualize todo o ciclo de funcionamento de uma instituição. Um exemplo da importância de envolvimento entre setores é a relação entre a Ouvidoria e a Comunicação, que podem em conjunto definir campanhas para solucionar as principais dúvidas dos cidadãos e, com isso, gerar maior transparência, assertividade de atendimento e empatia. Ou, quem sabe, fazer um paralelo entre a Administração e a equipe de TI para se chegar a um sistema integrado para coleta de dados e mensuração de indicadores do planejamento estratégico.

2) Revisão de processos: uma das tendências para gestores que atuam na administração pública é o estudo constante de novos e eficientes processos para reformular normas e recriar parâmetros, quando necessário. Afinal, se o perfil do gestor muda em prol de um novo contexto sociopolítico, é preciso estar pronto para revisar processos defasados, extremamente burocráticos e, acima de tudo, não automatizados. Para garantir ao gestor a melhor tomada de decisão, é indispensável conduzi-lo dentro de um cronograma constante de aprendizado e de análise de desempenho.  

3) Redução de custos: ao focar em um processo otimizado que integra setores e, portanto, possui uma visão geral da instituição, é certo que se alcança também a redução de custos. Ao identificar a origem de desperdícios, pode-se estudar a viabilidade de mudanças estruturais e ferramentais para, por exemplo, reduzir o uso de papel – ao armazenar documentos no ambiente digital – ou diminuir o próprio tempo do funcionário, ao utilizar sistemas que possam automatizar etapas, como o cadastro ou a pesquisa de informações. Assim, é inevitável realizar essa transformação com o auxílio de ferramentas que possam identificar brechas em contas, coletar receitas, despesas e dados variados que possam resultar na mensuração de resultados, com base nos diversos indicadores da administração pública. Ao confiar em um sistema de dados, garante-se a rastreabilidade das informações e ir direto na fonte de possíveis falhas.

4) Valorização do capital humano: considerar cada colaborador como peça-chave das mudanças e da manutenção da cultura organizacional é também uma das tendências para gestores da administração pública. O conhecimento e a experiência individuais devem ser estimulados e compartilhados para se chegar ao modelo de excelência de atendimento, organização e prestação de contas. Esse ambiente colaborativo só é possível com a presença de um gestor capacitado em diversas linhas de conhecimento, como questões mais operacionais (funcionamento e rotinas), de gestão de pessoas e de análise de dados.

Você está preparado para essas novas demandas? Compartilhe as suas experiências e dúvidas sobre as tendências para gestores públicos nos comentários.