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Aprenda a organizar e gerenciar projetos cofinanciados

3 min. para leitura 19/03/2018

Os projetos cofinanciados são uma importante alternativa para a União, estados, municípios e empresas estatais que buscam melhorar a infraestrutura das cidades. Neste tipo de empreendimento, os recursos para realizar as obras são provenientes de organismos externos – bancos ou agências governamentais internacionais, órgãos multilaterais e fundações – como BID, BIRD, entre outros.

O financiamento internacional é uma realidade e uma prática bastante disseminada no Brasil. Porém, há uma série de questões a serem levadas em conta e requisitos a serem cumpridos antes que o projeto seja selecionado e a verba liberada para o andamento da obra.

  O primeiro passo é entender qual a característica de um projeto cofinanciado: além do impacto econômico, este tipo de projeto deve gerar para as cidades impacto social, ou seja, beneficiar a população de uma forma geral. A partir daí, é preciso saber onde buscar, de que forma captar os recursos e como gerenciar com eficiência a verba para poder prestar contas aos investidores com correção – aliás, mostrar como o dinheiro está sendo empregado é que vai garantir a continuidade do pagamento dos valores acordados.

Como exemplo da necessidade de organização e planejamento, cada projeto cofinanciado se encaixa em uma linha de crédito específica, de acordo com a sua natureza, e há um portfólio de opções em cada instituição, onde é possível fazer a consulta prévia antes de levar a ideia ao financiador externo.

Com certeza, você deve estar imaginando o quão trabalhoso é todo este processo. E é mesmo. E mais: qualquer erro no planejamento, na execução ou na demonstração dos resultados e contrapartidas irá interferir na liberação dos valores e em pedidos de investimentos posteriores.

Para orientar gestores na criação e gerenciamento de projetos cofinanciados, o E-Gestão Pública elaborou um Guia Prático, onde há um passo a passo organizado das principais etapas que devem cumpridas.

As principais etapas de um projeto cofinanciado

Entre as etapas de um projeto cofinanciado podemos destacar algumas de grande relevância. A primeira é desenvolver um projeto completo, que atenda todos os requisitos considerados pelo órgão financiador escolhido e pela legislação brasileira. Antes de poder ser avalizado pelo investidor externo, ele precisa ser submetido à análise prévia da Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), que vai ou não autorizar o contrato internacional, com a garantia da União​.

Por isso, desde o início, é válido ter uma equipe de especialistas para compor a Unidade de Gerenciamento de Projetos (UGP). Nesta equipe, cada profissional será responsável pela sua área de atuação (contábil, gestão, jurídico, processos e áreas técnicas) e um coordenador fará a integração do time para o cumprimento das obrigações até finalização do projeto.

Outro ponto que precisa de muita atenção é a contabilidade. Por ser um financiamento internacional, tudo gira em torno da taxa de câmbio – uma cotação calculada de maneira errônea pode comprometer toda a prestação de contas e o avanço financeiro do projeto.

Até por isso,  adoção de um sistema informatizado para a gestão dos processos é exigida em contrato pelo agente financiador. Com esta ferramenta haverá maior controle das etapas – principalmente a contábil e a financeira -, acesso fácil aos dados e a produção de relatórios de demonstração, sempre seguindo a legislação e as normas pertinentes.

O que você vai encontrar no Guia

O caminho para conquistar um financiamento externo é longo, mas se bem planejado e executado, o processo de aprovação de um projeto cofinanciado pode ser facilitado. Exatamente por isso fizemos este guia. Nele você aprenderá:

  • Entender as características de um projeto cofinanciado;
  • Aprender a captar e encontrar uma fonte de captação ideal ao seu plano;
  • Criar um projeto bem estruturado, com atenção às contrapartidas;
  • Enviar a Carta-Consulta seguindo os requisitos de seleção;
  • Gerenciar o projeto de forma organizada e sem cometer falhas;
  • Prestar contas com eficiência.

Como vimos, pelo número e complexidade dos processos envolvidos, é imprescindível planejar minuciosamente o projeto, coordenar bem para não perder o controle e informar o banco financiador como e onde o investimento é aplicado, com o nível de detalhamento exigido pelos agentes internacionais.

Com o Guia, ainda será possível tirar uma série de dúvidas e entender de que forma gestores públicos ou entidades devem gerir um projeto cofinanciado desde a sua concepção até a prestação de contas. O material é gratuito e pode ser baixado aos clicar na imagem abaixo. Faça download e submeta com segurança seus projetos para receber aporte internacional.