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Tecnologia para gestão, mapeamento e report da malha viária

5 min. para leitura 16/05/2018

Um dos grandes desafios dos órgãos estaduais que fazem a gestão da malha viária – especialmente das estradas, já que o principal modal de transportes no Brasil é o rodoviário – é mapear e organizar as informações referente aos trechos rodoviários sob seus domínios ou em concessão para reportá-las ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Anualmente, os órgãos estaduais devem enviar ao DNIT relatórios atualizados com dados de todas essas rodovias e seu georreferenciamento. Porém, reunir manualmente esse grande número de informações levantadas sobre a malha viária – geralmente salvas em planilhas avulsas – e ainda analisá-las para gerar arquivos unificados é um trabalho complexo e pode ser extremamente demorado. Há também o risco de repassar estes dados de forma inexata caso não sejam mantidos organizados e atualizados. Esta imprecisão acaba interferindo diretamente na manutenção e na qualidade das rodovias, na administração dos recursos e dos vários elementos da faixa de domínio, por exemplo.

Neste artigo, vamos falar sobre como o uso de tecnologias específicas facilitam este processo e dão precisão, não somente na geração de relatórios, mas também a toda a gestão da infraestrutura rodoviária.

Como soluções digitais facilitam o agrupamento de dados e a confecção de relatórios

É dever dos órgãos estaduais fazer um levantamento constante das condições das estradas e rodovias sejam elas gerenciadas pelo governo estadual ou por concessionárias. A coleta de dados é feita por diversos meios: monitoramento in loco, com equipes destacadas para percorrer os inúmeros trechos, registros em vídeo tanto de forma terrestre quanto com o uso de imagens de satélite (georeferenciamento da pista) para um levantamento visual, pesquisas com os usuários, entre outros métodos. Tudo é captado de forma periódica, ao longo de cada ano.

As estradas são avaliadas de acordo com a situação do pavimento, sinalização, geometria, fluxo de trânsito, elementos como viadutos, passarelas e elevados, faixas de domínio, altura da vegetação, drenagem entre outros. Os trechos também são listados conforme o modelo de gestão, se pública ou concedida; por regiões ou cidades; corredores rodoviários e tipo de rodovia.

Juntas, estas pesquisas somam uma enorme quantidade de informações e servirão de base para os relatórios que devem ser enviados ao DNIT. Para o documento, ainda é preciso agrupar em tabelas as características de cada trecho: fazer a classificação e a codificação, dar Km de início e Km final, localização e georreferenciamento, descrever o que é (tipo), qual a condição, quem é o responsável, quem dá manutenção, qual o tráfego etc.

É fato que ao fazer manualmente todos esses registros, a chance de erros é muito maior, causando retrabalho e atrasos no envio dos relatórios. Além disso, a atualização não acontece em tempo real, o que torna os apontamentos feitos à entidade federal menos precisos. Mas os prejuízos de não reportar corretamente os aspectos das estradas podem ser ainda maiores, impactando no repasse de verbas ou na aplicação de políticas e programas federais de melhoria de rodovias estaduais.

Por exemplo, ao apontar equivocadamente um trecho que precisa de manutenção como estando em ‘bom estado’, a gestão estadual deixa de receber os recursos federais necessários para o reparo. De forma pontual, pode não parecer uma falha tão importante, mas, em escala, estes descuidos acabam por precarizar a malha viária e trazer grandes perdas para o transporte de cargas e pessoas.

No entanto, há uma maneira de aperfeiçoar o modo de coleta e organização das informações da malha viária. É com o uso de ferramentas digitais, como softwares específicos de gestão de infraestrutura rodoviária, que irão unificar o processo, sistematizar as informações e permitir a atualização constante dos dados. Ao automatizar o sistema, a segurança da informação também é reforçada, oferecendo maior autenticidade dos dados e maior garantia de que eles reflitam de fato a realidade atual de cada trecho.

Estas soluções trazem uma série de benefícios e auxiliam em:

  • Projetos, licitações e execuções de obras rodoviárias;
  • Mapeamento e fiscalização das estradas;
  • Mapeamento e fiscalização da faixa de domínio e desapropriações;
  • Organização dos dados para planejamento das ações;
  • Gestão do tráfego para investimento e manutenções necessárias;
  • Alimentação de um banco de pesquisa com dados relevantes para relatórios;
  • Geração automática de relatórios para report interno e externo.

Ao realizar a gestão de forma digital e automatizada também é possível melhorar o fluxo interno de trabalho, potencializando a produtividade da equipe. Além disso, por dar praticidade e precisão aos registros, um software permite que se tome decisões com mais agilidade e assertividade, já que as informações estão disponíveis a todos e de forma muito mais organizada. É possível, por exemplo, saber quais os trechos que precisam de mais sinalização ou duplicações e por aí direcionar melhor as verbas, garantindo também a transparência dos investimentos públicos. 

Solução integrada ou por módulos

Em geral, soluções digitais podem ser implantadas de forma integral ou através de módulos. O SIDER, sistema da Softplan, por exemplo, é uma ferramenta para rodovias e estradas que atende às demandas de gestão de departamentos de infraestrutura, transportes e obras. O software oferece quatro módulos – Administrativo, Contratos e Obras, Receitas, e Operação e Manutenção Rodoviária – que podem ou não ser utilizados em conjunto. Porém, juntos, eles formam uma solução completa para automatização da gestão, facilitando desde os processos internos do órgão, como fluxo de trabalho e atendimento aos cidadãos, ao gerenciamento global das estradas.

Para os módulos que atuam diretamente na operação e manutenção das rodovias, o SIDER conta com um diferencial, compondo uma grande biblioteca de trechos e outros componentes rodoviários – são mais de 50 mil – que permite que os órgãos estaduais gerenciem com eficiência a malha, posicionando elementos da faixa de domínio, listando obras, obras de arte especiais, destacando pontos mais perigosos para acidentes, e controlando a emissão e o recebimento de multas, por exemplo.

De posse de todas essas informações, pode-se então gerar os cadastros rodoviários georreferenciados, fazer a gerência de pavimentos e o planejamento para manutenção, organizar a gestão de obras de arte especiais e dos passivos ambientais, elaborar estatísticas de acidentes de trânsito, controlar as permissões de uso e os recursos da faixa de domínio e desapropriações entre outros. Com o SIDER, a elaboração anual dos relatórios para o DNIT também é facilitada. Isso porque, a solução permite que os documentos sejam gerados de forma automática, apenas filtrando os dados já cadastrados previamente.

Outro ponto a favor da ferramenta é o fato de a Softplan ser especialista em soluções para a gestão rodoviária, sabendo o que este tipo de órgão precisa para gerenciar suas demandas específicas. O SIDER já está presente em 13 estados do país e é usado também pelo DNIT.

 

Quer saber mais sobre o SIDER, solução para gestão da infraestrutura de transportes? Entre em contato com o E-Gestão Pública!