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Boas práticas para gestão da infraestrutura rodoviária estadual

4 min. para leitura 08/03/2018

O transporte rodoviário é o principal meio para o deslocamento de pessoas e cargas dentro do Brasil. Embora haja a ampliação de outros modais, o rodoviário ainda é o mais utilizado, já que as estradas chegam praticamente a todos os cantos do país. Apesar da ampla extensão pelo território nacional, a infraestrutura rodoviária não oferece qualidade e segurança aos usuários.

A Pesquisa CNT de Rodovias mostra, inclusive, uma piora significativa na qualidade da malha brasileira nos últimos anos, especialmente a que está sob administração pública. Os dados revelam que 61,8% do estado geral apresentam problemas como geometria da via, sinalização, falhas de construção e falta de conservação. No entanto, até mesmo as rodovias concedidas apresentaram queda na qualidade: 25,6% têm alguma das deficiências citadas.

Para reverter esta situação, é importante considerar alguns pontos: organizar os processos internos para poder planejar e definir as prioridades e assim direcionar melhor os recursos disponíveis (que na maioria das vezes são escassos se compararmos com a quantidade de trabalho a ser realizado), além de otimizar o gerenciamento e fiscalização das obras.

Selecionamos algumas boas práticas para ajudar gestores de órgão públicos e de concessionárias de estradas a dar mais qualidade a infraestrutura rodoviária. Confira!

4 ações para melhorar a infraestrutura rodoviária  

Planejamento e organização para definir as melhores formas de alocar os recursos, fiscalizar com eficiência a execução da obra e conservar as rodovias são algumas das alternativas para diminuir grande parte dos problemas da malha rodoviária brasileira, seja de rodovias federais, estaduais ou municipais.  

Por isso, destacamos 4 ações internas que, se forem contempladas, podem facilitar a gestão da operação de obras e manutenção da infraestrutura rodoviária.

1 – Melhorar o planejamento

Obras rodoviárias exigem um nível alto de planejamento, já que, em sua maioria, são de longa duração e possuem diversas peculiaridades. É nele que se enquadram elementos topográficos, hidrológicos, geotécnicos, ambientais e estudo de alternativas do projeto; geometria do traçado, perfis e seções transversais para visualização e esclarecimento; além de elementos de segurança, drenagem e iluminação, incluindo as especificações e quantitativos de todos os elementos necessários à licitação da obra.

Ao elaborar estudos para projetos rodoviários é possível projetar receitas e despesas a médio e longo prazo, compor um orçamento adequado e assim uma licitação que cumpra todas as condições para uma boa execução da obra (em termos de qualidade, prazo e custos).

2 – Otimizar a gestão da malha e manutenção

É preciso fazer o levantamento constante dos problemas da malha rodoviária. Para isso, é possível contar com várias ferramentas, como registros em vídeo para um levantamento visual das estradas; apurar por meio de pesquisas o grau de satisfação do usuário de rodovias e os principais pontos a serem melhorados; monitorar o volume diário de veículos etc.

Com informações sobre as condições de tráfego, estrutura dos pavimentos e satisfação do usuário é possível estabelecer classificações e definir as condições das rodovias. A partir daí é possível elaborar o planejamento de novas obras ou investir em restaurações em rodovias já deficitárias, priorizando os recursos disponibilizados para o setor rodoviário. 

3 – Atenção às etapas de licitação e medição de obras

Como falamos, o planejamento e dimensionamento do projeto de uma obra rodoviária interfere diretamente no que será estipulado em uma licitação. E por isso, a licitação, ou seja, a definição da empreiteira que executará o escopo do projeto, é de fundamental importância. Se algum item, por algum motivo, for deixado de lado na licitação, o contrato assinado já não será o ideal para que a obra tenha qualidade e a durabilidade desejadas.

Outro ponto sobre a licitação é ter cuidados ao estabelecer aditivos e conhecer a reputação das empresas que estão concorrendo. São questões que podem atrasar o cronograma, ‘estourar’ o orçamento e até impedir a conclusão da obra.

A medição ou fiscalização do andamento da obra segue o mesmo princípio. Deve-se acompanhar o cumprimento do contrato com o prestador do serviço – se está em andamento, paralisado, cancelado, encerrado, dentro do prazo ou atrasado –  e tomar as devidas providências em relação a isso. O fiscal precisa realizar com precisão os registros diários in loco e mantê-los sempre atualizados.

4 – Digitalizar e automatizar os processos

O uso de ferramentas digitais, como softwares específicos de gestão de infraestrutura rodoviária, traz uma série de benefícios do início do planejamento da obra até todas as etapas posteriores – projeto, licitação, execução, fiscalização e guarda de arquivos. Também unifica o processo, organizando as informações e permitindo a atualização em tempo real dos dados.

Ao realizar a gestão dos processos de forma digital e automatizada é possível minimizar falhas do planejamento do projeto até a prestação de contas, melhorar o fluxo de trabalho e ainda contar um banco de pesquisa com dados relevantes para relatórios, gestão do tráfego e de manutenções necessárias.

Além disso, o planejamento e a execução das ações se tornam mais ágeis pela definição adequada de responsabilidades e uso consciente dos recursos, potencializando a produtividade da equipe. E ainda, por dar praticidade e precisão aos registros, um software permite que se tome decisões com mais agilidade e assertividade, e se promova a gestão dos recursos alocados, já que as informações estão disponíveis a todos e de forma muito mais organizada.

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Para saber mais sobre a gestão da infraestrutura rodoviária, siga acompanhando as atualizações do blog E-Gestão Pública. Se tiver alguma dúvida, fale com o nosso consultor!