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Financiamentos externos: 3 erros comuns na gestão de projetos

2 min. para leitura 18/04/2018

Planejar e executar, muitas vezes, têm caminhos opostos. Por esse motivo, é fundamental criar uma estratégia planejada para evitar erros, comuns ao gerenciar projetos com financiamentos externos. São muitos os processos a serem seguidos e muitos também os deslizes que podem ser evitados. Quando se fala em gestão de projetos cofinanciados, todo cuidado é pouco: qualquer erro pode custar atrasos no cronograma ou mesmo a perda do financiamento externo. Crie um bom planejamento e evite os principais erros na gestão de projetos com financiamentos externos, que reunimos abaixo:

1) Financiamentos externos exigem organização

Uma das maiores falhas é achar que é possível fazer a gestão de projetos de forma manual ou com planilhas de Excel, por exemplo. O conselho é buscar um sistema de gestão robusto, que auxilie em todo o processo, desde as fases iniciais – da concepção do projeto, passando pelo preenchimento da carta-consulta e fundamentalmente organizando todos os relatórios e cada etapa da prestação de contas. A médio e longo prazo, os órgãos tendem a trabalhar no caos, já que precisam juntar planilhas e acabam chegando a muitos erros. O processo não é confiável e causa desconforto aos organismo financiadores, que são rigorosamente auditados, assim como para a equipe de gestão. As prestações de contas do financiamentos externos são fundamentais para o andamento do processo. Auditorias periódicas, independentes ou internas são realizadas e projetos onde há informatização têm menos problemas com a validação.

2) Contabilidade do projeto x contabilidade do mutuário

O nível de detalhamento da contabilidade é totalmente diferente nos dois casos. O projeto deve ser visto como uma empresa, de outra forma não é possível ter uma fotografia correta da atividade. Cada investimento na obra, por exemplo, deve vir de um componente específico. Porém, muitas vezes não é possível segregar o dinheiro dentro do órgão. Por essa razão, é fundamental contar com uma contabilidade independente – de preferência informatizada e organizada – com visão panorâmica do projeto em toda a sua capilaridade, com requintes como cotação do dólar em tempo real e principalmente, cotação confiável para o dia em que o investimento foi realizado. Tudo gira em torno da taxa de câmbio: uma cotação errada pode comprometer toda a prestação de contas do projeto com financiamentos externos e o avanço financeiro do projeto.

3) Falta de contrapartida em financiamentos externos

Para que o banco financiador aplique o recurso, ele pressupõe que o mutuário esteja com a saúde financeira em dia. E mais, que tenha condições de contribuir com a contrapartida, que normalmente gira em torno de 50% do valor financiado. Mas como prever esses valores? Como garantir que está gastando corretamente o valor recebido? Muitos projetos ficam bloqueados ou demoram mais para serem aprovados por que os órgãos não tem capacidade de cumprir com a contrapartida proposta.

Você vai acompanhar aqui no portal outros impasses importantes na hora de realizar a gestão de projetos com financiamentos externos, como o “fator licitação”, processo que não se tem muita gestão do andamento e pode atrasar todo o cronograma de execução. Vamos detalhar esse e outros assuntos nos próximos posts. Acompanhe!

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Crédito de imagem: Photl.com