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4 práticas importantes para a construção de estradas de qualidade

4 min. para leitura 13/12/2018

Segundo o mais recente ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial, o Brasil se encontra na 103ª posição entre os 137 países analisados no quesito qualidade da infraestrutura rodoviária. E de acordo com a pesquisa CNT de Rodovias, é preciso dar mais atenção à construção de estradas e outros elementos viários no País para atender à demanda nacional.

Porém, este quadro pode ser revertido com a aplicação de mais recursos para construção de estradas e conservação geral de rodovias, aliados a um planejamento eficiente para organizar bons projetos, gerenciar os recursos e garantir que a obra seja executada com qualidade e no prazo. Esta é a combinação ideal para garantir melhores condições para as estradas brasileiras, especialmente para as que estão sob responsabilidade da gestão pública – o gerenciamento e manutenção realizados pelas concessionárias privadas têm se sobressaído em relação a administração municipal, estadual e federal.

Portanto, melhorar os diversos processos de gestão de obras rodoviárias é o caminho. É preciso, por exemplo, ter maior planejamento, direcionar melhor os recursos disponíveis, e aperfeiçoar o gerenciamento e fiscalização dos projetos a serem executados. Veja no artigo quais são as quatro práticas mais importantes para aprimorar este processo.

O que levar em conta para a manutenção e construção de estradas

O Brasil conta com mais 1,7 milhão de quilômetros de estradas sob gestão pública, mas boa parte deles precisa de algum tipo de reparo. São diferentes tipos de desafios a serem resolvidos: trechos desgastados, ondulações, buracos ou sinalização deficiente.

Portanto, há muito trabalho a fazer, seja na estruturação de novos trechos ou em melhorias nos já existentes para que os usuários trafeguem com segurança, conforto e qualidade. O que é preciso ter em mente é que a gestão da manutenção e construção de estradas é um trabalho que inicia bem antes das ações nos canteiros de obras.

Estruturação do projeto

Uma das fases mais importantes da construção de estradas e outros elementos de infraestrutura rodoviária é a elaboração do projeto. É nela que são realizadas as análises de cálculo, o detalhamento estrutural, a definição do traçado (levando em conta o mais viável do ponto de vista econômico, social e ambiental), os materiais a serem usados, os tipos de serviço a serem contratados etc.

Ou seja, é neste momento que são tomadas as decisões que vão direcionar e garantir a qualidade da obra, evitando problemas durante a execução, especialmente os relacionados a aditivos financeiros e atrasos na conclusão das obras.

Planejamento orçamentário

O planejamento orçamentário é uma etapa essencial e que tem como base o projeto estruturado que falamos no item acima. Está previsto em lei (8.666/1993), pois a elaboração do orçamento é fundamental para a licitação de uma obra pública, além de ser uma das maiores exigências em relação à Responsabilidade Fiscal.

Ao elaborar estudos para projetos rodoviários, é possível projetar receitas e despesas a médio e longo prazo, compor um orçamento adequado e assim uma licitação que cumpra todas as condições para uma boa execução da obra (em termos de qualidade, prazo e custos). Portanto, investir nesta fase é fundamental para ter uma visão geral do custo da obra, do tempo de execução e da melhor aplicação dos recursos públicos.

Fiscalização da obra

Acompanhar o cronograma de evolução de cada etapa da construção de estradas e outros projetos rodoviários, fazer a gestão físico-financeira relativa aos saldos e prazos e controlar os aditivos contratuais são algumas etapas fundamentais e que impactam diretamente na evolução da obra.

O fiscal é o responsável por representar o órgão contratante nestes aspectos e fazer vistorias periódicas no canteiro de obras para acompanhar implantação e qualidade da execução dos trabalhos e dos materiais, além de monitorar se as etapas construtivas respeitam os detalhes ambientais previstos. Ao atuar de forma eficiente, o fiscal pode verificar o cumprimento do contrato com o prestador do serviço – se está em andamento, paralisado, cancelado, encerrado, dentro do prazo ou atrasado – e tomar decisões mais eficazes para dar continuidade aos trabalhos, mantendo o cronograma e orçamento planejados.

Modernizar a gestão dos processos

O auxílio de soluções digitais inteligentes ajuda a descomplicar e a automatizar vários procedimentos no que diz respeito à gestão rodoviária dando praticidade, celeridade e precisão no trabalho interno, e possibilitando um maior controle de projetos para construção de estradas e infraestrutura viária. Elas trazem uma série de benefícios do início do planejamento das obras em rodovias até etapas posteriores como licitação, execução, fiscalização e guarda de arquivos. Também unificam o processo, organizando as informações e permitindo a atualização em tempo real dos dados.

Isto é possível porque a ferramenta permite a automatização das rotinas de trabalho e das etapas a serem realizadas dentro do cronograma de construção de estradas, de forma que se torna possível identificar, reparar ou reduzir falhas que poderiam mais facilmente acontecer se tudo fosse feito manualmente (mesmo que em planilhas digitais, por exemplo). Como exemplo, destacamos a elaboração do orçamento e a medição de contratos, que podem ser constantemente atualizadas. Veja mais sobre como os sistemas inteligentes de gestão melhoram o controle de obras e rodovias neste artigo.

Sendo assim, ao modernizar os processos, a gestão pública pode, além de oferecer mais qualidade à execução dos projetos, aperfeiçoar dois pontos importantes para obras em rodovias: o cumprimento de prazos e boa administração de recursos.

No eBook “Obras Rodoviárias: como a tecnologia otimiza a gestão em todas as etapas, um conteúdo exclusivo do E-Gestão Pública, é possível compreender com detalhes como a tecnologia otimiza a gestão em todas as etapas das obras rodoviárias. Se tiver alguma dúvida, fale com os nossos especialistas.