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Como a utilização de fontes internacionais de financiamento ajuda a viabilizar projetos públicos

2 min. para leitura 22/04/2015

Um projeto, em geral, é o início de uma ação estabelecida dentro de um planejamento estratégico de governo. A capacidade de investimento dos governos municipais, estaduais ou federal é limitada por uma série de razões e, considerando a complexidade e o custo de algumas ações estratégicas, a busca de recursos em instituições especializadas para viabilizar projetos públicos é fundamental. Um aporte financeiro internacional pode significar a aceleração da materialização de tais projetos.

A criação de secretarias de captação de recursos, já comuns em alguns estados, também é uma saída para agilizar os projetos, visto a expertise adquirida ao longo do tempo por esta equipe, o aumento do poder de negociação, o networking e o apoio aos órgãos na confecção dos pleitos e no acompanhamento de ações com a SEAIN.

Um projeto bem preparado e uma equipe capacitada são as chaves para que os gestores realizem o plano de governo, contando com o financiamento e o apoio dos órgãos multilaterais de crédito. Além disso, tecnicamente falando, existem limitações sobre as quais os especialistas desses organismos podem colaborar para que o pleito seja elaborado adequadamente. Veja alguns conselhos para que um projeto seja subsidiado por meio de financiamento externo:

  1. Como conquistar o financiamento certo para o projeto sair do papel?

O ministério de planejamento, por meio da Secretaria de Assuntos Internacionais (SEAIN), preconiza que o proponente mutuário deva iniciar as negociações com o órgão financiador antes mesmo de encaminhar o pleito. Além disso, o gestor deve contar – dentro da equipe de governo – com colaboradores capacitados, com experiência e a utilização do networking necessário. Isso caracterizará projetos mais assertivos e tramitações ágeis entre as instituições envolvidas.

  1. O que se deve levar em conta na preparação dos projetos para que eles avancem no processo?

Basicamente o embasamento técnico e a capacidade de endividamento do proponente. Um projeto bem conceituado dificilmente não é aceito e então não encontra barreiras em sua tramitação no que tange à capacidade de endividamento, que é “sua capacidade político-financeira de assumir novos compromissos, face aos já existentes, de modo que sua dívida não ultrapasse limites preestabelecidos”.

  1. Quanto o apoio externo auxilia a gestão pública para que os projetos sejam realizados?

Quanto aos aspectos financeiros, sem sombra de dúvidas, é o fato de obter o recurso com juros e carências flexíveis o suficiente para realidade do proponente. Já tecnicamente, o órgão financiador apresenta profissionais especializados no segmento que o projeto pretende atuar. Normalmente tais especialistas têm experiência e vivência em projetos similares que permitem e apoiam a concepção adequada do pleito.

  1. Como as equipes devem estar preparadas para buscar recursos?

O networking é fundamental. Ter contatos certos e portas abertas dentro dos principais organismos financiadores, conhecer os principais segmentos que cada instituição normalmente trabalha e acima de tudo, conhecer os procedimentos aplicados por cada organismo financiador trarão aos proponentes um diferencial.

Dependendo da importância, da urgência e da dimensão do projeto, a utilização de recursos internacionais pode ser uma das formas para viabilizar projetos públicos. Ao adotar os padrões preconizados por esses organismos, é natural a melhoria na forma de gestão e no monitoramento dos recursos aplicados, facilitando sobremaneira o poder público na ampliação do conhecimento aos profissionais envolvidos e na transparência de informações para a população beneficiada.

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