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Qual a diferença entre cidades digitais e cidades inteligentes?

3 min. para leitura 09/03/2018

No post sobre internet gratuita em Cidades Digitais apresentamos vários municípios que têm trabalhado para oferecer acesso gratuito em parques, praças, pontos turísticos e, até, em ônibus. Mas disponibilizar novas tecnologias em espaços públicos significa que essas localidades se tornaram cidades inteligentes? A resposta correta para a pergunta é: depende. Digital não quer dizer, necessariamente, inteligente. Embora disponibilizar wi-fi livre, oferecer abrigos de ônibus com itinerários interativos e possibilitar que a sociedade tire suas dúvidas sobre as eleições em aplicativos, façam parte do caminho que leva os municípios rumo à Smart Cities, a cidade só se torna inteligente quando esses vários itens começam a se comunicar entre si.

Afinal, o que são Cidades inteligentes?

O artigo Das Cidades Digitais às Cidades Inteligentes, publicado pela T&C Amazônia, conceitua Cidades inteligentes que também é conhecida como Smart cities, como o espaço que inclui estratégias de desenvolvimento sustentável, eficiência energética e ferramentas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) aplicadas no contexto da Internet das coisas. Já Adrea Caragliu em Smart cities in Europe explicou que “Cidade Inteligente é o investimento em capital humano e social que incentiva a utilização de tecnologias avançadas de TIC para viabilizar o crescimento econômico sustentável, melhorias na qualidade de vida dos cidadãos, uma boa gestão de recursos naturais e energéticos, com participação atuante do governo. Mas há tempos o termo Cidades Inteligentes saiu da academia  e passou a fazer parte de planos de governo e projetos sociais. A Rede Brasileira de Cidades Inteligentes & Humanas, por exemplo, é uma entidade conectada à Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e à Rede Mundial de Cidades Inteligentes e Humanas, com sede na Europa, com o objetivo de desenvolver pesquisas e apoiar os municípios na implantação de programas que visam a melhoria na prestação de serviços públicos e o aumento da qualidade de vida nas cidades. Já são mais de 16 municípios brasileiros participando da rede, entre eles, Porto Alegre, Belo Horizonte e o Distrito Federal.

Quais os benefícios de viver em uma Cidade Inteligente?

As cidades inteligentes permitem que as escolas se tornem conectadas e integradas, o transporte coletivo é mais eficiente, já que os cidadãos conseguem consultador o horário de ônibus e itinerários por meio de smartphones e tablets; o atendimento nos hospitais passa a ser completamente informatizado e a população pode marcar consultas e pesquisar resultados de exames na internet, entre outros.

Existem cidades inteligentes no Brasil?

Há vários projetos de cidades inteligentes em andamento, entre eles estão Rio de Janeiro e Porto Alegre. Na capital fluminense, desde 2010, o Centro de Operações Rio (COR) integra 30 órgãos e agências governamentais  que monitoram as vias da cidade. Lá são gerenciados todas as ocorrências da cidade, desde a antecipação da crise – como chuvas fortes, deslizamentos, condições do mar, tráfego e outros incidentes que impactam a vida em sociedade, preparação para atendimentos e, até, a resposta imediata das ocorrências.  Porto Alegre também conta com um centro de operações, conhecido como Centro Integrado de Comando (CEIC). No Centro estão conectados serviços como: guarda municipal, Serviço Médico de Urgência (SAMU), Defesa Civil, Departamento Municipal de Águas e Esgoto (DMAE), Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) e outros órgãos municipais. Além disso, o CEIC  conta com câmeras equipadas com sensores de movimento por infravermelho, sensores de deslocamento e recursos de ampliação, que monitoram vários espaços públicos na cidade.

Cidades inteligentes para pessoas de baixa renda

O Ceará será o primeiro estado brasileiro a ganhar uma cidade inteligente voltada para a população de baixa renda. A construção está sendo erguida no município de São Gonçalo do Amarante, distante cerca de 50 km de Fortaleza, e permitirá que pessoas com baixo poder aquisitivo abandonem os subúrbios e tenham acesso à wi-fi gratuito e aplicativos especiais para compartilhamento de motos e bicicletas. A cidade inteligente ganhou o nome de Laguna Ecopark e além de internet gratuita ainda vai oferecer para seus moradores um sistema de reaproveitamento de água, controle inteligente de iluminação pública e energia elétrica gerada em equipamentos esportivos, localizados nas praças da cidade inteligente. O empreendimento idealizado pelas organizações italianas Planet e SocialFare – em parceria com o Centro de Empreendedorismo da Universidade de Tel Avivi – StarTAU ainda permitirá que os moradores realizem cursos de medicina preventiva, alfabetização para o mundo digital, nutrição e hortas compartilhadas. A primeira etapa do Laguna Ecopark conta com 150 residências e deve ficar pronta até o final do ano. Agora que você já sabe a diferença entre as cidades digitais e as cidades inteligentes, que tal baixar nosso e-Book Guia para projetos com financiamento externo e aprenda a captar e gerenciar os recursos que podem tirar do papel os vários projetos das cidades digitais. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/cc