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O que é e como funciona uma cidade digital?

3 min. para leitura 31/01/2018

Você já pensou em oferecer para os cidadãos de sua cidade internet gratuita em praças públicas ou instalar câmeras inteligentes, que além de melhorar a gestão de problemas urbanos, como áreas de alagamento e congestionamento, também podem enviar alertas para policiais em tempo real? Alguns municípios brasileiros já contam com essas tecnologias e entram no mundo da Cidade Digital, como é o caso de Laguna, em Santa Catarina, que dispõe de uma uma rede de fibra ótica com 25,5 km e um circuito de videomonitoramento com 32 câmeras instaladas, e que, com isso, entrou no mundo das Cidades Digitais.

Essas e outras soluções serão apresentadas no 1º Congresso Catarinense de Cidades Digitais, que acontece em Florianópolis  nos dias 9 e 10 de junho. O evento irá reunir prefeitos, secretários, vereadores e gestores públicos com o objetivo de discutir e mostrar algumas ferramentas tecnológicas que podem melhorar os serviços públicos, impulsionar a economia e facilitar a vida da população.

Os temas abordados no encontro vão desde inclusão social e digital, passando por internet das coisas, fontes de financiamentos, economia criativa, e até, comunicação e relacionamento com o cidadão. O tema é transversal e abrangente, mas você sabe como funciona uma cidade digital?

Afinal, o que é uma cidade digital?

O guia das cidades digitais explica o conceito por meio de quatro tipos de experiência dos municípios com as novas tecnologias. O primeiro relaciona o termo Cidade Digital com projetos do governo ou da sociedade civil, que tem como objetivo criar uma identidade web, como portais de informações e comunidades de representação política. A segunda experiência é a criação de infraestrutura, serviços e acesso gratuito de novas tecnologias em áreas urbanas, como o wi-fi gratuito que falamos no início do texto, por exemplo. Já o terceiro tipo de experiência está ligado às modelagens de Sistemas de Informação Espacial, que simulam ambientes urbanos e ajudam no planejamento das cidades. Por fim, o quarto tipo, diz respeito a projetos que não representam um local real e sim comunidades virtuais, como fóruns e chats, que visam a organização do acesso e disseminação de informações.

O Brasil tem acompanhado a tendência mundial de investimento em projetos de criação e manutenção das cidades digitais. A prova disso é que o mapa desses programas em Santa Catarina triplicou nos últimos 2 anos.

Como funciona uma cidade digital?

Uma cidade digital necessita de três premissas básicas para funcionar: a infraestrutura, a comunicação e um conceito dinâmico. A primeira é essencial para  que o fluxo de dados seja corretamento dimensionado e também deve prever o aumento desse fluxo. O modelo de cidade digital orientada pela Telebrás e pelo Ministério das Comunicações (MC) deve ter uma infraestrutura que permita o acesso de conteúdo fácil e amigável, além de criar condições para produção e atualização de conteúdos digitais e inclusão de novos serviços.

Já a comunicação entre o governo, as instituições e a sociedade deve ser mantida durante toda a vida útil do projeto. Não basta apenas criar infraestrutura para democratizar o acesso à comunicação por meio das novas tecnologias. É necessário também dialogar com a sociedade para que a gestão entenda suas reais necessidades, atue com o foco do cliente e crise formas de inclusão social efetivas.

Além disso, cada município tem suas particularidades e, portanto, não há como criar uma fórmula que funcione para todas as cidades digitais. O conceito precisa ser dinâmico e cada cidade digital deve utilizar a Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para melhorar a gestão dos serviços públicos e simplificar a vida dos cidadãos.

O portal e-Gestão Pública abordará alguns temas que serão discutidos no 1º Congresso Catarinense de Cidades Digitais. Se você quiser saber um pouco mais sobre as especificidades de uma cidade digital, acompanhe nossas redes sociais.