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Análise de investimentos, os projetos com mais chance

3 min. para leitura 08/08/2018

Não é de hoje que existe uma necessidade cada vez maior por parte do poder público (governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais) da obtenção de recursos externos para a execução de projetos ou programas essenciais para a população, como as que buscam solucionar problemas de mobilidade, por exemplo. Mas para que isso seja possível, é necessário fazer uma análise de investimento. O caminho é preparar e apresentar um projeto ou programa de cofinanciamento bem estruturado e elegível, conforme legislação aplicável à contratação de empréstimos externos junto a organismos multilaterais de crédito e a agências governamentais estrangeiras.

O desafio então, está justamente na construção deste projeto ou programa de maneira a garantir o maior sucesso possível e tudo começa nas tratativas entre as duas partes envolvidas na transação. Entretanto, para ir adiante, é preciso atender ao que determina o Governo Federal.

Em outras palavras, é necessário submeter o projeto para avaliação da Cofiex (Comissão de Financiamento Externo), vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Isso significa obedecer a uma série de requisitos mínimos estabelecidos pela comissão.

Requisitos estes que estão detalhados no Manual de Financiamento Externo e que vão desde compatibilidade do projeto ou programa com as prioridades do Governo Federal e compatibilidade do projeto com as metas fiscais do setor público, passando por existência de recursos orçamentários na Lei Orçamentária Anual, existência de capacidade de pagamento e de aporte de contrapartida do proponente mutuário, apurada pelo Ministério da Fazenda, e, no caso de estados e municípios, informação quanto à adimplência com relação às metas e aos compromissos assumidos com a União.

Características essenciais de projetos cofinanciados para análise de investimento

Mas para que tenham suas chances de sucesso aumentadas, o projeto precisa ir além dos requisitos mínimos. Precisa demonstrar as melhores condições técnicas e que existe a viabilidade financeira para sua execução. Mas deve, além disso, agregar outras características quando chegar à Cofiex. Veja:

– O projeto deve contar com uma equipe de especialistas desde o seu início, formando a Unidade de Gerenciamento de Projetos (UGP);

– A UGP deve ser multidisciplinar, sendo formada por profissionais especializados em gestão, contabilidade, processos, questões jurídicas e áreas técnicas relacionadas ao propósito do projeto (engenheiro de trânsito, por exemplo, para o caso de um projeto de mobilidade urbana);

– A integração do trabalho de todos os profissionais da UGP fica centralizada na figura do coordenador, indispensável para o sucesso do projeto;

– O envolvimento de profissionais de diferentes áreas dará ao projeto maior consistência, deixando-o mais completo e com poucas brechas para gerar dúvidas ou contestações por parte da Cofiex;

– Uma relação estreita do poder público, via UGP, com o órgão financiador também um fator que contribui para o sucesso do projeto. A atuação em parceria pode gerar reuniões, palestras e workshops que ajudam a aprimorar e refinar o trabalho da equipe responsável pela elaboração do projeto;

– O projeto deve apresentar as contrapartidas caso queira ter mais chances na análise de investimento. Não colocar este item, por esquecimento, desconhecimento ou por não haver recursos para servir de contrapartida, é um erro que acaba por impedir a concessão do cofinanciamento;

– Por fim, o projeto cofinanciado tem maiores chances se tiver relação com as áreas que a Cofiex costuma dar maior atenção, que são: mobilidade urbana, saneamento básico, inovação, energia renovável e eficiência energética.

Gerenciamento eficiente

Além de seguir as características de sucesso, é preciso estar atento também para a questão do controle do projeto após a concessão dos recursos. Isso porque fica muito mais fácil e eficiente gerenciar o processo de forma automatizada e este é um ponto importante na relação entre poder público e órgão financiador, sendo, inclusive, recomendada a manutenção da equipe da UGP durante a execução do projeto.

Usar um software funciona quase que como uma garantia de que será possível gerenciar os recursos de forma ágil, otimizada e confiável. Sem improvisos e com a geração de relatórios automatizados, será possível atestar a aplicação do dinheiro dentro do escopo do programa, obedecendo as cláusulas estabelecidas contratualmente.

Tudo isso entra em pauta numa análise de investimento. O órgão financiador precisa que o trabalho dos seus especialistas seja facilitado. Mas isso não é só uma questão de otimização de rotinas e processos, é também porque o acompanhamento de cada etapa do projeto com financiamento externo, quando feito de forma automatizada, permite que a instituição possa visualizar todas as atualizações.

Além disso, na rotina diária de atendimento e prospecção de novos projetos, os especialistas do órgão financiador precisam de ferramentas que conectem mais facilmente a instituição com o poder público, solicitante do cofinanciamento. E isso não é apenas uma vantagem para quem faz a análise de investimento. É também um item importante para quem precisa propor um projeto. Ou seja, é um ponto para o sucesso do pedido de recursos, como destacado acima.

Deseja saber mais sobre como elaborar um projeto cofinanciado de sucesso? Baixe o Guia de Projetos Cofinanciados.