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3 erros para não cometer na preparação do projeto para financiamento externo

2 min. para leitura 15/04/2015

Na fase de preparação do projeto para financiamento externo é fundamental seguir um planejamento claro e responsável, já que com um bom plano, a receptividade por parte das entidades será maior.

Durante a concepção do projeto, ainda na fase de preparação, é importante observar algumas etapas a seguir:

  • Motivação;
  • Objetivos;
  • Aspectos técnicos;
  • Antecedentes relevantes do setor;
  • Aspectos ambientais e sociais propostos;
  • Avaliação fiduciária;
  • Investimentos financeiros estimados e;
  • Um cronograma macro para execução do projeto.

A preparação inclui a defesa e a comparação de diferentes opções técnicas e institucionais para alcançar os objetivos do projeto, sempre considerando, os recursos do mutuário e de seu nível de desenvolvimento. Desta forma, a preparação precisa de estudos de viabilidade, nos quais se identifiquem os desenhos preliminares das operações técnicas e institucionais, além de análises dos custos e benefícios e de um exame minucioso das opções vantajosas, até a formulação da solução mais adequada.

Parece fácil, mas requer muito conhecimento. Aspectos de gestão como um ferramental adequado e preferencialmente, experiência advinda de outros projetos;

Abaixo encaminhamos algumas dicas que normalmente se caracterizam como erros básicos na preparação do projeto:

  1.    Alinhamento das prioridades do mutuário com as estratégias do organismo financiador

As equipes do mutuário e do órgão financiador determinam em conjunto o alinhamento entre as prioridades do país e as estratégias de desenvolvimento do Banco para a região. O resultado desse processo constitui um plano de ação para o mutuário, que encerra o programa previsto pelo Banco para o mutuário (em geral alinhado com o planejamento nacional) nos dois a quatro anos seguintes. As estratégias recorrem a análises efetuadas pelo organismo financiador e outras entidades sobre uma ampla gama de setores, como água e saneamento, saúde, educação, energia, modernização do governo, transporte e meio ambiente, entre outros. Portanto, é imprescindível que a equipe responsável pelo projeto conheça as estratégias do organismo financiador para que possa alinhar e/ou avaliar a viabilidade do projeto.

  1.    Ausência de transparência das ações e a mensuração de resultados

Projeto deve ser preparado / desenhado com os mecanismos de gestão apropriados, incluindo ferramental, a prestação de contas e os cenários desejados ao final de sua execução. Isto significa dizer que o proponente deve apresentar evidências quanto a forma que pretende gerir seu projeto, os produtos e resultados que serão obtidos. O monitoramento durante a execução do projeto alinhada aos aspectos técnicos do setor proposto.

  1.      Não determinação da Unidade de Gerenciamento do Projeto/Programa

É fundamental estabelecer e apresentar uma equipe de gestão do projeto coesa e bem preparada para trabalhar todo o processo de concepção do projeto. A fundamentação do projeto será enriquecida com a experiência da equipe.

Vale lembrar que essas questões não influenciam apenas na elaboração das propostas a serem pleiteadas, mas também nas aprovadas para execução, já que os erros ou cuidados não resolvidos ou mitigados na fase preparação se tornarão uma realidade durante a execução do projeto. Nos próximos posts vamos mostrar mais detalhes sobre a preparação do projeto para financiamento externo. Mas se você ficou com alguma dúvida ou tem sugestões, compartilhe conosco nos comentários abaixo.