Inovação e governo: quem financia as ideias inovadoras?

Inovação e governo: quem financia as ideias inovadoras?

inovacaoQual instituição é a real responsável por financiar as ideias inovadoras? É o Estado ou a iniciativa privada? É comum o discurso que diz que o governo se preocupa apenas em manter o básico, como a infraestrutura das escolas e a pesquisa de base, e que as empresas privadas são as grandes responsáveis pela inovação, já que conseguem pensar de forma mais criativa e dinâmica, além de serem capazes de financiar um capital de risco. No entanto, o TED Talks da economista Mariana Mazzucato mostra que essa premissa está um pouco equivocada.

Na palestra, a professora de economia da Unidade de Ciência e Tecnologia Policy Research (SPRU, University of Sussex) apresentou algumas iniciativas de departamentos e setores do governo norte-americano que promovem a inovação. E não estamos falando de produtos tecnológicos simples, mas de serviços que utilizamos diariamente, como a internet e o GPS. O Small Business Innovation Research (SBIR) e o Small Business Technology Transfer (STTR), por exemplo, investem nos estágios iniciais das pequenas empresas e têm sido tão importantes quanto o auxílio fornecido pela iniciativa privada.

Quem está financiando a inovação e as coisas difíceis, então?

O Estado está fazendo muito mais do que investir na infraestrutura das escolas, financiar a pesquisa de base e ajustar as falhas de mercado. Os departamentos estão, na verdade, criando novos mercados e investindo em inovação. E como isso está sendo feito? Simples. O governo está promovendo uma visão de inovação e investindo em áreas de risco, que são conhecidas por ter participação das empresas privadas. Aqui é importante destacar que o capital de risco costuma ser de curto prazo e o retorno precisa ser entre 3 e 5 anos, mas a inovação em si é muito mais demorada. Ela leva de 15 a 20 anos para dar retorno do investimento.

Assim, ao contrário do que se pensa, o Estado tem uma participação especial no investimento em inovação e tem atuado em investimento de risco. Mariana Mazzucato não quis reduzir a importância da participação da iniciativa privada, mas apenas quebrar o paradigma de que o governo é lento, burocrático e não contribui para a inovação.

E você, concorda com a premissa de que o governo tem sido participativo e financiado a inovação? Escreva sua opinião nos comentários abaixo.

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