Qual a relação entre inovação e gestão do conhecimento?

Qual a relação entre inovação e gestão do conhecimento?

gestao do conhecimentoNos anos 40, um cientista russo chamado Genrich Altshuller tentou decifrar como funcionam as mentes inovadoras. Para tanto, analisou milhares de registros de patentes e descobriu que a criatividade que conduz o princípio inventivo pode ser ensinada. Ele ficou tão empolgado com a pesquisa que criou a TRIZ (Teória Rechénia Izobretáltelskih Zadátchi) que em português significa Teoria para  Solução dos Problemas Inventivos. Altshuller foi condenado a 25 anos de prisão por conta de sua revelação e, por muito tempo, a TRIZ ficou restrita apenas à União Soviética, mas hoje norteia a gestão do conhecimento e inovação de empresas como GE, Boeing e Siemens.

Um princípio inventivo é uma operação que um inventor aplica para resolver um problema. Dominar a série de princípios que fazem parte de uma inovação é uma capacidade que pode transformar qualquer pessoa em um inventor. É uma questão de método e não de dom ou arte. Por exemplo: alguém já resolveu um problema similar ao seu, descubra o que norteou a solução desta questão e você encontrará um ponto de partida para resolver o seu problema. O eixo central da TRIZ é eliminar a contradição técnica, ou seja, querer um carro mais rápido sem gastar muito combustível.

Administrar o princípio inventivo, fazer conexões, por em prática a criatividade que conta para a inovação e que tem disciplina e método passa por uma gestão do conhecimento eficaz. Neste post, você vai entender melhor como funciona a relação entre a inovação e os tipos de conhecimento existentes. Confira!

De que gestão do conhecimento estamos falando?

A gestão do conhecimento é um conjunto de estratégias para promover, adquirir, compartilhar e utilizar os produtos do conhecimento como livros, artigos e treinamentos. Essa metodologia visa ainda criar fluxos que garantam que a informação seja compartilhada no tempo e formato adequados para gerar insights para soluções de problemas e auxiliar na tomada de decisão. Existem basicamente quatro tipos de conhecimento:

Explícito: esse tipo de conhecimento consegue ser transmitido em linguagem formal, como livros, manuais e sites, no formato impresso ou digital.

Tácito: é o conhecimento que temos sem ter consciência dele. Ele é pessoal e adquirido com as experiências de cada indivíduo. Esse tipo de conhecimento é difícil de ser transmitido da maneira formal.

Local: é o conhecimento que sofre influência da localização.

Sensível: esse conhecimento envolve a relação entre o intelecto do indivíduo com sua intuição, emoção, percepção, criação e imaginação. Quando essas várias características se unem em torno de um objeto de estudo ocorre a transformação do conhecimento.

Gestão do conhecimento para inovação

A capacidade humana de gerar conhecimento é infinita e esse conhecimento aumenta ainda mais se for compartilhado entre os indivíduos. Mas o que isso tem a ver com inovação? Simples. O conhecimento criado (e compartilhado!) proporciona inovação contínua, que aumenta a vantagem competitiva das organizações.

Um processo de inovação passa por várias fases e quase a totalidade dessas etapas passa pela gestão do conhecimento: pesquisa, desenvolvimento, desdobramento, adoção, implementação e rotinização. No entanto, é preciso destacar que a Administração Pública (ou as empresas) só ganham vantagens competitivas se o estímulo às ideias inovadoras e tentativas de tirar esses insights do papel forem constantes.

Além disso, é essencial que exista uma preocupação permanente com a criação e o compartilhamento do conhecimento. A gestão do conhecimento para a inovação mexe com toda a estrutura organizacional de uma repartição: é necessário mapear os processos envolvidos na prestação de serviço e envolvimento dos colaboradores para o entendimento da dinâmica dos processos de criação, compartilhamento e utilização do conhecimento, entre outros.

Agora que você já conhece alguns tipo de conhecimento e sabe a relação da inovação com a gestão do conhecimento, leia o artigo: “Mudança e inovação: ‘dá pra fazer’ no setor público?”.

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