Resenha do livro: Dá pra fazer – gestão do conhecimento e inovação no setor público

Resenha do livro: Dá pra fazer – gestão do conhecimento e inovação no setor público

gestao do conhecimento e inovacaoO livro Dá pra fazer – gestão do conhecimento e inovação no setor público traz relatos das pessoas que fazem parte da Assessoria de Inovação em Governo (iGovSP). O eBook trata sobre a inovação na Administração Pública, explicando o termo e contextualizando sua história. Além disso, o material aborda como a inovação organizacional tem sido feita no setor público e como é realizado o alinhamento da gestão de conhecimento com as redes e ferramentas sociais nas organizações.

Gestão do conhecimento e inovação: práticas de inovação em Gestão Pública

O capítulo VI é de autoria de Isabel Meiroz Dias. Ela fez graduação, mestrado e doutorado na FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo). O texto apresenta várias ferramentas, cases e concepções sobre inovação sem a pretensão de ser uma lista exaustiva do que fazer, mas sim um panorama de como a inovação está acontecendo nas organizações.

Logo no ínicio, Isabel faz a reflexão de que na gestão pública predomina a escassez de recursos e que os servidores ficam com a impressão de que não conseguem entregar nem o básico. Diante desse cenário, como as ideias inovadoras podem sair do papel? Para ela, é justamente essa limitação que faz com que a inovação seja uma ferramenta essencial no setor público. A gestão do conhecimento e a inovação no setor público significam, portanto, melhorar a forma com que as organizações trabalham e realizar pequenos milagres no dia a dia. Isso acontece quando a gestão consegue melhorar a entrega utilizando pouco recurso.

Práticas de inovação em Gestão Pública abordam temas como: redes informais de inovação e importância dos orquestradores, gestão de projetos ágeis, governança de projetos, governança de TI e o papel das rotinas, gestão do desempenho, metas e participação. Confira a explicação de alguns desses tópicos.

Redes informais de inovação e a importância dos orquestradores: A principal atitude do gestor inovador é acompanhar as organizações e empresas que lideram o debate em sua área de atuação, seja no Brasil ou em outros países. Isabel cita, por exemplo, a forma com que o governo do Reino Unido criou um movimento de autogerenciamento. O foco das agências, como a IDeA (Improvement and Development Agency), é criar iniciativas que promovam a utilização intensa das redes sociais, que eliminem as hierarquias e permitam a participação aberta e voluntária.

Gestão de projetos ágeis: outro ponto essencial para o gestor inovador é investir em projetos ágeis, que são metodologias de trabalho com um viés mais colaborativo, com foco na equipe e com objetivo de reduzir erros. Segundo a autora, essa ferramenta é essencial para que a gestão do conhecimento e inovação ocorra no setor público, já que essa metodologia permite que os servidores troquem experiências, aprendam a trabalhar em equipe e tornem o trabalho mais transparente e produtivo. Isabel afirma que sua experiência com os projetos ágeis fez com que ela aprendesse a ter entregas mais concretas no final de cada ciclo, quebrar as atividades em várias pequenas tarefas e tornar o processo de trabalho mais visual. Essas atitudes facilitam o compartilhamento de tarefas e estimula a proatividade.

Governança de projetos, governança de TI e o papel das rotinas: Isabel concorda com a visão de que criatividade e inovação está vinculada a informalidade e ausência de regras. No entanto, ressalta que deve haver um equilíbrio entre esses fatores: a informalidade é essencial para que as ideias surjam, mas é essencial que haja uma estrutura para que, na hora que elas saírem no papel, possam ser transformadas em um grande projeto.

Gestão de desempenho: são indicadores que apoiam a tomada de decisão dos administradores públicos. Essas ferramentas se referem às atividades desenvolvidas pela equipe de servidores. Para ela, se os indicadores forem bem trabalhados, podem ser uma excelente ferramenta na mão dos gestores inovadores. Para tanto, a autora criou um roteiro com quatro etapas para nortear a criação dos indicadores de desempenho no setor público: o que queremos medir? Qual evidência temos? Como iremos medir? E para que iremos usar?

Para ter acesso ao livro Dá pra fazer – gestão do conhecimento e inovação no setor público, basta clicar aqui.

Comentar

Seu e-mail não será divulgado. Campos obrigatórios são marcados *